COMUNICADO TÉCNICO

  • 8 de Julho de 2015

Brasília, 07 de Julho de 2015.

 

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas - ABRASEM, entidade que congrega as empresas produtoras de sementes de milho do Brasil, assegura não proceder tecnicamente eventual preocupação relativa ao recebimento de sementes reanalisadas. Ressalta que todas as sementes precisam atender os mesmos padrões de qualidade, germinação ou viabilidade no momento em que são comercializadas, independentemente da safra em que foram produzidas. Todas as sementes precisam ser analisadas antes de ir ao mercado, provando as sementes reanalisadas atender os mesmos padões de qualidade de sementes produzidas no último ciclo agrícola, por meio dos mesmos testes.

As empresas produtoras são responsáveis, de modo privativo, quanto ao cumprimento da legislação e devem zelar por sua respectiva reputação junto aos clientes, de forma que só elas terão a perder caso sejam fornecidas sementes fora dos padrões legais neste mercado que se caracteriza pela extrema complexidade.

Por fim, destaca que a restrição à aceitação de sementes reanalisadas certamente impactaria de forma negativa sobretudo o agricultor, porque:

  • elevaria os custos de produção e logística de sementes, devido à menor janela para beneficiamento e entrega de sementes;
  • aumentaria os riscos logísticos e as incertezas no fornecimento de sementes, já que a expedição de sementes teria que ser feita em um período mais curto;
  • impossibilitaria o fornecimento de certos híbridos que, por questões de adaptabilidade, precisam ser produzidos com maior antecedência.
Afirma, por fim, que as sementes de milho reanalisadas são um importante recurso para garantir o equílibrio na oferta e a liberdade de escolha dos agricultores pelos híbridos que melhor atendam aos seus interesses, sem afetar negativamente a garantia de qualidade das sementes oferecidas.
 
 
ATT,
 
Abrasem